PRODUÇÃO DE ALFACE AMERICANA SOB ADUBAÇÃO MOLÍBDICA

Autores

  • Lavínia Aris de Souza Costa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba
  • Eduardo Bucsan Emrich Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba
  • Fábio Janoni Carvalho Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba

Palavras-chave:

Eficiência, Lactuca sativa L., Micronutriente, Molibdênio,

Resumo

A alface é considerada a principal hortaliça folhosa no Brasil. Existem diversas variedades disponíveis no mercado. Uma das que mais se destaca é a alface americana, que vem apresentando maiores índices de crescimento e aceitação pelo mercado consumidor. O manejo adequado de uma cultura em campo ou casa de vegetação para obtenção de produtividades elevadas, é fundamental a realização de uma criteriosa nutrição mineral. Em relação aos micronutrientes, o molibdênio (Mo) é um dos que mais podem afetar o desenvolvimento da alface. O Mo desempenha importantes funções no sistema biológico das plantas, participando de três enzimas catalisadoras no vegetal (redutase do nitrato, nitrogenase e oxidase do sulfito) e, por isso está diretamente relacionado ao metabolismo do nitrogênio. A deficiência de Mo pode ocasionar limitações ao crescimento não apenas da alface, mas de todas as culturas agrícolas. Desta maneira, objetivou-se com este trabalho avaliar o desempenho da alface americana em resposta à adubação molíbdica. O experimento foi conduzido à campo, no setor de horticultura do Instituto Federal do Triângulo Mineiro – Campus Uberaba, em um Latossolo Vermelho distrófico – LVdf. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso e os tratamentos consistiram em quatro doses de molibdênio (0, 35, 70 e 105 g ha-1) aplicados na forma de molibdato de sódio, com seis repetições. As parcelas experimentais constituíram-se de canteiros de 1,0 m de largura com três linhas de 1,50 m de comprimento, e espaçamento de 0,30 x 0,30 m entre plantas. A linha central constituiu a área útil, na qual foram retiradas três plantas. A aplicação de molibdênio, via foliar, deu-se aos 22 dias após o transplantio das mudas (DAT), com auxílio de um pulverizador manual. A colheita aconteceu aos 46 DAT, ocasião em que as plantas se apresentavam completamente desenvolvidas. Analisou-se a massa fresca comercial da parte aérea, a circunferência da cabeça, o número de folhas e o comprimento do caule. A produtividade foi estimada por meio da produção de massa fresca por hectare. Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão com base no modelo polinomial ao nível de 5% de probabilidade, utilizando o software R®. Verificou-se diferenças significativas para as variáveis massa fresca e número de folhas, em função das doses de molibdênio, na qual a dose de 35 g ha-1 atribuiu o incremento de 26,11% e 15,96%, respectivamente. Os dados relativos as doses de molibdênio foram ajustados ao um modelo quadrático y = -0,0376x² + 3,6659x + 431,97 (R² = 0,90), o qual demonstrou que a dose de 48,75 g ha-1 de molibdênio propiciou o maior rendimento de massa fresca, com 521,32 g planta-1, conferindo uma produtividade de 5,83 ton ha-1. Observou-se que na dose de 105 g ha-1 ocorreu decréscimo de 23,57% na massa fresca de plantas quando comparado à dose de 35 g ha-1.

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Publicado

26/11/2020