EDUCAÇÃO INFANTIL E EDUCAÇÃO MIDIÁTICA NA PERSPECTIVA DA EDUCOMUNICAÇÃO
Palavras-chave:
Interação crítica. Habilidades participativas. Aprendizagem dialógica. Desenvolvimento infantil.Resumo
A Perspectiva Educomunicativa justifica-se pela necessidade de desenvolver habilidades e preparar indivíduos para uma interação dialógica com as mídias digitais. O objetivo principal é analisar os desafios e possibilidades enfrentados pelos docentes ao proporem práticas pedagógicas nas Perspectivas Educomunicativas nos espaços escolares da Educação Infantil (EI), compreendendo como essas ações podem favorecer a formação de sujeitos mais conscientes diante das tecnologias que permeiam suas vidas cotidianas. Para tal, o presente artigo é de revisão bibliográfica e adota uma abordagem qualitativa, para análise de dados optamos por artigos, teses e dissertações relevantes ao tema colhidos nas aulas de Educomunicação ofertada pelo Programa de Pós-graduação da UFU, em 2024, por meio das quais, procuramos atender o nosso objetivo geral. Nesse ínterim, os resultados mostraram que a Perspectiva Educomunicativa promove aprendizagens a partir de diálogos que valorizam a participação ativa e a construção coletiva de conhecimentos, alinhando-se às diretrizes da Unesco para o desenvolvimento de habilidades do século XXI e o Parecer da CNE/CEB 2/2022, homologado pelo Ministério da Educação-MEC, que definem o ensino de computação na Educação Básica do Brasil, o qual é um complemento da Base Comum Curricular (Bncc), e que, também, se relaciona com os Campos de Experiências da EI, como: O eu, o outro e nós; Corpo gesto e movimento; Traços, sons cores e formas; Escuta, fala pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Diante desta explanação, conclui-se que a inserção de práticas pedagógicas na Perspectiva Educomunicativa é desafiadora, segundo Soares (2011), requer do docente práticas dialógicas e emancipatórias, que por vezes foram tachadas como invalidas ao contexto escolar, principalmente na EI, onde as crianças eram vistas como sujeitos passivos, incapazes de produzir conhecimentos, opiniões ou narrativas próprias sobre o mundo que as cerca. Essa concepção tradicional da infância, marcada por uma pedagogia adultocêntrica, (visão de mundo, de sociedade e de educação centrada no olhar e nas experiências do adulto, em detrimento das perspectivas, saberes e formas de expressão das crianças), limita a escuta e o protagonismo infantil, negando à criança o direito de participar ativamente dos processos comunicativos e formativos.
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