ENSINO REMOTO NA ALFABETIZAÇÃO DURANTE A PANDEMIA: DESAFIOS TECNOLÓGICOS, SUPORTE FAMILIAR E INTERAÇÃO FÍSICA
Palavras-chave:
ensino remoto, pandemia, alfabetização, suporte familiar, interação físicaResumo
A Pandemia do Covid-19 foi uma crise sanitária que afetou as atividades educacionais. As escolas foram forçadas a suspender as atividades presenciais e se adaptar ao ensino remoto. Passados quatro anos da Pandemia, os impactos na aprendizagem de crianças, que foram alfabetizadas no ensino remoto, podem ser percebidos até a atualidade. O objetivo deste estudo foi analisar a percepção de crianças do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal José Caetano de Oliveira, pertencente à cidade Marinópolis – SP acerca do ensino remoto durante a Pandemia. Os itens da entrevista focaram fatores como acesso tecnológico, suporte familiar, estratégias escolares, ambiente de estudo em casa, percepções emocionais e possíveis diferenças na aprendizagem entre aulas presenciais e online. Os principais resultados mostram que a maioria dos alunos utilizava o celular da mãe para assistir às aulas. As atividades incluíam aulas síncronas e assíncronas e tarefas impressas. Houve irregularidade na frequência e acesso às aulas, devido à falta de estrutura tecnológica e barreiras emocionais. O suporte familiar foi a base de desenvolvimento, especialmente das mães, mas a falta de um espaço adequado para estudos em casa foi uma limitação. Apesar dos desafios, os alunos reconheceram a importância do apoio familiar e o aprendizado de novas tecnologias. O isolamento social e a falta de interação física como colegas e professores foram os maiores obstáculos para aprendizagem. Conclui-se que, apesar do apoio familiar e da adaptação às novas tecnologias, a falta de estrutura e interação física prejudicou o engajamento e a eficácia do ensino remoto.
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