DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE DE USO DA TERRA DE ALGUNS SETORES DE PRODUÇÃO DO INSTITUTO FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

Autores

  • Paulo Henrique de Sousa Filho Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba
  • Flávia Donato Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba
  • Leirian Paloma dos Santos Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba
  • Marco Tulio Cardoso Carminati Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba
  • Matheus Neves Ferreira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba
  • José Luiz Rodrigues Torres Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba

Palavras-chave:

Recomendação de uso, levantamento topográfico, solo, agricultura

Resumo

A classificação da capacidade de uso da terra visa estabelecer bases para seu melhor aproveitamento e envolve a avaliação das necessidades para os vários usos que possam ser dados a determinada gleba, entretanto, é um sistema que se baseia nos fatores negativos da terra. As informações geradas do meio físico, levando em consideração a declividade, solos e uso das terras, permitem conhecer as características e as condições das áreas, fornecendo subsídios para atividades de análise ambiental e planejamento agrícola, pois o uso inadequado de uma área é uma prática recorrente, que muitas das vezes pode ser ocasionado pelo desconhecimento do potencial agrícola da terra pelo produtor, acarretando na geração de prejuízos econômicos por não atingir o potencial esperado da cultura, ou subutilizar a capacidade da terra, reduzindo o lucro do produtor. Neste contexto, este estudo teve como objetivo determinar as classes de uso do solo de áreas agrícolas, visando informar as corretas recomendações de uso das áreas. O estudo foi desenvolvido nos setores de fruticultura, pastagem leste e heveicultura do Instituto Federal do Triângulo Mineiro Campus Uberaba. Foram utilizados equipamentos para levantamentos topográficos (teodolito, nível ótico, mira e trena) para análise da declividade da área. Foi observada as características da vegetação predominante em cada local e os conflitos de uso existentes. Os dados coletados foram processados e analisados em programas computacionais. As áreas do setor de fruticultura foram classificadas como classe III, com declividade variando entre 6 e 12%, onde várias frutíferas são cultivadas, em sua maioria são arbustos e árvores de porte médio, que protegem o solo contra o impacto das gotas de chuva e consequentemente contra a erosão, através da serapilheira depositada na superfície. A pastagem da área leste do IFTM foi classificada como classe II, com declividade variando entre 3 e 6%, que se encontra em estágio de degradação inicial. O setor de heveicultura foi classificado como classe II, onde o solo encontra-se protegido pela vegetação das plantas cultivadas e por sua elevada deposição de serapilheira sobre o solo. As três áreas foram caracterizadas como s5/s6/s7/c3, s5/s6/s7/c3 e c3, respectivamente. Estas duas classes identificadas nestas três áreas são consideradas nobres dentro de uma propriedade, recomendadas para cultivo de culturas anuais ou perenes de elevado rendimento, como é o caso da heveicultura e frutíferas, que aproveita o melhor das suas características físico-químicas e topográficas. Entretanto, a área de pastagem parece estar destoando deste contexto, que após esta classificação, recomenda-se que a mesma seja retirada do local para ceder espaço a uma cultura de maior rendimento e valor agregado.

Referências

TORRES, J.L.R.; BARRETO, A.C.; PAULA, J.C. Capacidade de uso das terras como subsidio para o planejamento da microbacia do Córrego Lanhoso, em Uberaba (MG). Caminhos de Geografia, Uberlândia, v.8, n.24, p. 22-32, dez. 2007.

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Publicado

23/11/2020