LIQUIDEZ E RENTABILIDADE: ANÁLISE DE UMA EMPRESA FAMILIAR DO AGRONEGÓCIO

Autores

  • Pedro Marcos de Oliveira Instituto Federal do Triângulo Mineiro
  • Thayse Machado Guimarães Instituto Federal do Triângulo Mineiro
  • Thayla Machado Guimarãs Iglesias Universidade Federal de Uberlândia

Palavras-chave:

indicadores, administração financeira, maximização do lucro

Resumo

A administração financeira é especializada em agregação de atividades tocantes à gestão dos recursos financeiros realizados e consumidos em uma empresa. Assim, tem a responsabilidade de atingir recursos necessários e aplicá-los, visando a maximização de lucro ou do valor de mercado do capital investido (PIMENTEL; BRAGA; CASA NOVA, 2005). Dessa forma, este estudo tem como objetivo analisar qual a relação entre os indicadores de liquidez e de rentabilidade em uma empresa familiar do agronegócio. É importante compreender a dinâmica desses indicadores, pois, apesar de contabilmente eles sugerirem um posicionamento de rivalidade, há evidências na literatura que sugerem a coexistência dos mesmos. Optou-se, portanto, pela análise de uma empresa do agronegócio, por isso esse estudo se classifica como estudo de caso, para compreender o comportamento dos indicadores de liquidez e de rentabilidade, bem como o relacionamento entre ambos ao longo dos 20 anos de existência da organização, ou seja, o período analisado é de 1999 a 2018. Foram realizadas análises descritivas, com o suporte de gráficos para verificar se havia alguma tendência de comportamento dos índices, bem como análise de correlação de Spearman e de regressão linear múltipla. As principais evidências sugeriram que a organização apresenta boa capacidade de honrar com os compromissos assumidos, visto que os indicadores de liquidez corrente, seca e geral apresentam valores médios superiores a 1. Além disso, no tocante aos indicadores de rentabilidade, notou-se que, ao longo dos 20 anos analisados, os indicadores ROA e ROE tiveram comportamento mais constante, cujas respectivas médias corresponderam a 5,84% e 9,42%. Entende-se, dessa forma, que o custo máximo indicado que a empresa pode incorrer sem que tenha prejuízos é de 5,84% e que os sócios tiveram uma remuneração de cerca de 9% por investirem seu capital no próprio negócio. Quanto ao GAF, foi observado comportamento inconstante e com alto desvio padrão, o que sinaliza que a empresa apresentou maior viabilidade de retorno com a utilização de recursos de terceiros, viabilidade esta que foi diminuindo ao longo do tempo. Os resultados sugerem, portanto, que ao considerar somente a conta mais líquida do ativo circulante, ou seja, a conta caixa, o investimento na capacidade de pagamento da empresa não prejudica a rentabilidade do negócio. Ademais, quando analisada a saúde financeira da empresa de curto e longo prazo (liquidez geral) há uma tendência à convergência com os indicadores de rentabilidade. Contudo, no curto prazo (considerando a liquidez corrente), há conflito entre liquidez e rentabilidade.

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Publicado

24/11/2020