ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS: A TRAJETÓRIA DO CONCEITO E O ESTADO DA ARTE

Luzélia Calegari Santos Moizinho, Eduardo Nunes de Magalhães, Marcell Philipe Silva Braga, Fernanda Santos Andrade

Resumo


O recente processo de internacionalização não correspondeu às expectativas dos pesquisadores mais otimistas e o que se vivencia atualmente no Brasil é uma defasagem inovativa em relação aos outros países e em relação ao seu passado. Neste ambiente, a formação de redes de cooperação, especificamente, os arranjos produtivos locais constitui uma tentativa de aprimoramento e sustentabilidade da economia local. Esse trabalho se propõe a sintetizar os conceitos seminais e o estado da arte acerca do tema, bem como analisar os esforços de pesquisadores e dirigentes em alavancar resultados, seja via políticas públicas, seja pela governança dos arranjos. Como conclusão, destacam-se três principais aspectos: i. o esforço dos pesquisadores, em especial, os economistas em entender o processo de aglomerações, as vantagens, a importância da articulação e políticas públicas; ii. a incipiciência das políticas públicas e iii. a interdisciplinaridade e complexidade do tema.

 


Texto completo:

PDF

Referências


AZEVEDO, A. C; PARDINI, D. J.; SIMÃO, G L. Capital Social e Relacionamentos Inter e Intrarregionais em Arranjos Produtivos Locais: Estudo no APL calçadista de Nova Serrana/MG. REGEPE, v. 4, n. 2, 2015.

BECATTINI, G. Del distrito industrial marshalliano a la" teoría del distrito" contemporánea: una breve reconstrucción crítica. Investigaciones regionales, n. 1, p. 9-32, 2002.

BNDES. Arranjos Produtivos Locais e Desenvolvimento. Disponível em: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/seminario/apl.pdf

BOTELHO, M. Distritos industriais e política industrial: notas sobre tendências recentes. FEE. Disponível em: http://revistas.fee.tche.br/index.php/ensaios/article/ viewArticle/1913

CAMPOS, R.R., CÁRIO, S.A., NICOLAU, J.A. e BOTELHO, M.R.A. (2004) Estrutura produtiva, governança e ação pública: um painel das micro e pequenas empresas em arranjos produtivos locais. Nota Técnica do Projeto Micro e Pequenas Empresas em Arranjos Produtivos Locais no Brasil, SEBRAE/UFSC.

CASSIOLATO, J.E. e LASTRES, H.M.M. (2001). Arranjos e Sistemas Produtivos Locais na Indústria Brasileira. Revista de Economia Contemporânea, 5 (Especial).

CASSIOLATO, J.E. e LASTRES, H.M.M. (2003) O foco em arranjos produtivos e inovativos locais de micro e pequenas empresas. CASSIOLATO, J. E., LASTRES, H. M. M. e MACIEL, M.L. (orgs.) Pequena Empresa – Cooperação e Desenvolvimento Local. Ed. Relume Dumará.

CASSIOLATO, J.E.; LASTRES, H.M.M.; STALLIVIERI, F. (2008) Políticas estaduais e mobilização de atores políticos em arranjos produtivos e inovativos locais. CASSIOLATO, J. E.; LASTRES, H. M. M.; STALLIVIERI, F. (orgs.) Arranjos Produtivos Locais – uma alternativa para o desenvolvimento, E-Papers, Rio de Janeiro.

CASSIOLATO, J. E.; LASTRES, H. M. M. Políticas para promoção de arranjos produtivos e inovativos locais de micro e pequenas empresas: conceito vantagens e restrições do e equívocos usuais. 2003. Disponível em: http://www.ie.ufrj.br/redesist/ Artigos/LasCas%20seminario%20pol%EDtica%20Sebrae.pdf

ERBER, F. (2008) Eficiência coletiva em arranjos produtivos locais: comentando o conceito. Revista Nova Economia, 18 (1), janeiro-abril.

KUPFER, D.; HASENCLEVER, L. (2008). Economia industrial: fundamentos teóricos e práticas no Brasil.

MATOS, M. G.; BORIN, E. C. P. (2014). Um Panorama da Política para os Arranjos e Sistemas Produtivos Inovativos Locais no Período de 2001 à 2010. Polêm!ca, 13(4), 1699-1706.

REDESIST; Sítio Eletrônico. Disponível em: http://www.redesist.ie.ufrj.br/

REDESIST; Elementos para o Desenvolvimento de uma Tipologia de APLs. Rede de Pesquisa em Sistemas Produtivos e Inovativos Locais IE/UFRJ. Disponível em: http://portalapl.ibict.br/export/sites/apl/galerias/biblioteca/Nota_Txcnca_1_VF.pdf

SARTI, F.; LAPLANE, M. F. O Investimento Direto Estrangeiro e a Internacionalização da economia brasileira nos anos 1990. Revista economia e sociedade. v. 11, n. 1, 2002.

SCHMITZ, H; MUSYCK, B. Industrial districts in Europe: policy lessons for developing countries?. Brighton: Institute of Development Studies, 1993.

SCHMITZ, H.; NADVI, K. (1999) Clustering and industrialization: Introduction. World Development, Vol. 27, Nº 9, p. 1503-1514.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.

Abbreviated key title:   An. Semin. Pesqui. Inov. Tecnol.