O TRABALHO DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR E AS POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CONTEXTO UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

Noádia Munhoz Pereira

Resumo


O artigo discute a problemática da formação humana no contexto do ensino superior. O objetivo a ser alcançado parte da perspectiva de que a valorização da classe trabalhadora é o fio condutor para a diminuição da contradição entre saber e fazer. Os pensadores clássicos, quais sejam, Marx (2010a), (2010b), Mészaros (2010) e (2008); Marx e Engels (2009a), (2009b); Cunha (2007), Chauí (2014), Bourdieu (2004); Lukács (2012) sinalizam para a possibilidade conceitual da travessia tumultuada da sociedade capitalista que marcou os processos formativos emancipatórios para a sociabilidade humana. A formação integral e integrada de uma sociedade capitalista periférica resignifica as forças produtivas desvinculando os interesses dos grupos sociais ora uniformizando ora generalizando as linhas do pensamento teórico na composição de correntes hegemônicas de modernização do ensino superior. A universidade pública brasileira tampouco superou as vicissitudes reformistas e já lança-se para o desafio de uma nova composição curricular para a formação dos professores. Portanto, traremos aqui a análise do plano curricular evidenciado pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) mediante implementação de um novo modelo didático-pedagógico sob a orientação de um perfil de docente advindo das licenciaturas. Neste contexto, a pesquisa ressalta que os parâmetros incorporados pela UAB provocam no trabalho o controle dos conteúdos e ritmos a ser aprendidos e mensurados pelas condições recentes de expansão dos cursos de licenciatura digitais, semi-presenciais com o uso da tecnologia digital da informação em espaços de interação, web, chat, email, tele-aula e até mesmo o espaço tradicional de formação.


Palavras-chave


Formação, trabalho docente e Universidade Aberta do Brasil (UAB).

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